CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PERSPECTIVA DAS PROFESSORAS
Resumo
O estudo tem por finalidade investigar a percepção de professoras da educação infantil de um município do interior do Estado de Mato Grosso do Sul sobre as relações estabelecidas pelas crianças com Síndrome de Down nessa etapa da educação básica. A pesquisa bibliográfica fundamenta-se na perspectiva Histórico-Cultural de Vygotsky, além de pesquisadores que abordam sobre a Síndrome de Down. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário respondido por 03 (três) professoras da educação infantil, que tiveram entre seus alunos crianças com Síndrome de Down. Os resultados evidenciam que, apesar de existir preconceito, o processo de interação da criança com Síndrome de Down com as outras crianças vai além de qualquer deficiência, sendo que as trocas de experiência e estabelecimento de vínculos podem contribuir para o crescimento saudável e o desenvolvimento da criança em todos os seus aspectos, desde que seja respeitado as suas especificidades e ritmo.
Referências
ANHÃO, P. P. G.; PFEIFER, L. L.; SANTOS, J. L. Interação social de crianças com Síndrome de Down na educação infantil. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v.16, n.1, p.31-46, Jan.-Abr., 2010.
ASSUMPÇÃO, M. C. Educação Infantil: Uma fase importante na aprendizagem. 2013. Disponível em: http://www.perfilnews.com.br/artigos/artigo-educacao-infantil-uma-fase-importante-na-aprendizagem Acesso em: 10 jun. 2022.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96. Brasília: MEC, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm Acesso em: 11 set. 2022.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. LEI Nº 12.796, que altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para dispor sobre a formação dos profissionais da educação e dar outras providências. Brasília: MEC, 2013. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 Acesso em: 11 set. 2022.
DESSEN, M. A; POLONIA, A. C. A família e a escola como contextos de desenvolvimento humano. Paidéia (Ribeirão Preto), Ribeirão Preto, v. 17, n. 36, p. 21-32, abr. 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-863X2007000100003 Acesso em: 10 fev. 2022.
GONÇALVES, J. P.; FARIA, A. H. Representações sociais de famílias sobre a atuação de homens professores com crianças de educação infantil. Cadernos de Pesquisa em Educação - PPGE/UFES, Vitória, ES. a. 12, v. 19, n. 41, p. 144-164, jan./jun. 2015
GONÇALVES, J. P.; FERREIRA, J. A. B. Linguagem escrita na educação infantil:
quando se deve iniciar esse processo? Cadernos de Pesquisa: Pensamento Educacional, Curitiba, v. 9, n. 23, p.120-136, set./dez. 2014.
LEONEL, W. H. S.; LEONARDO, N. S. T. L. Concepções de professores da educação especial (APAEs) sobre a aprendizagem e desenvolvimento do aluno com deficiência intelectual: um estudo a partir da teoria vigotskiana. Rev. bras. educ. espec., Marília , v. 20, n. 4, p. 541-554, dez. 2014. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382014000400006&lng=en&nrm=iso Acesso em 10 mar. 2022.
MARQUES, C. A. Rompendo paradigmas: as contribuições de Vygotsky, Paulo Freire e Foucault. In: Inclusão, práticas pedagógicas e trajetória de pesquisa Organização: Denise Meyrelles de Jesus, et al (Orgs.) Porto Alegre: Meditação, 2009.
MATHIAS, E. C B.; PAULA, S. N. de. A educação infantil no brasil:
avanços, desafios e políticas públicas. Revista Interfaces: Ensino, Pesquisa e Extensão. 2009. Ano 1, nº 1, p. 13-16, 2009. Disponível em: http://www.unisuz.edu.br/interfaces/downloads/edicao-1/artigo-1.pdf Acesso em 10 mar. 2022.
MOREIRA, L. M.; HANI, N; GUSMÃO, F. A.A Síndrome de down e sua patogênese: considerações sobre determinismo genético. Revista Brasileira Psiquiatr. Anais do XXVI ENEGEP, Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11, Out. 2006.
PRODANOV, C. C.; FREITAS, E. C. Metodologia do Trabalho Científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Acadêmico. 2. ed. Novo Hamburgo: Universidade Feevale, 2013. p. 54. Disponível em: https://docente.ifrn.edu.br/valcinetemacedo/disciplinas/metodologia-do-trabalho-cientifico/e-book-mtc Acesso em: 08 mar. 2022.
REGO, T. C. Vygotsky: Uma perspectiva histórico cultural da educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.
SAAD, S. N. Preparando o caminho da inclusão: dissolvendo mitos e preconceitos em relação á pessoa com síndrome de down. Rev. Bras. Ed. Esp., Marilia, v.9, n.1, jan/jun., 2003, p 57-78.
SILVA, A. M. Educação especial e inclusão escolar: História e fundamentos. Série Inclusão escolar. Curitiba: Ibpex, 2010.
TADA, I. N. C.; SOUZA, M. P. R. Síndrome de Down, sentidos e significados: contribuições da teoria Socio-Cultural. Boletim de Psicologia, 2009, vol. LIX, nº 130, p. 1-16.
TERENCE, A. C. F.; FILHO, E. E. Abordagem quantitativa, qualitativa e a utilização da pesquisa-açãonos estudos. Anais do XXVI ENEGEP. Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006. Disponível em: http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2006_tr540368_8017.pdf Acesso em: 08 mar. 2022.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. 6 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
VYGOTSKY, L. S. Obras escolhidas: fundamentos de defectología. Tomo V. Madrid: Visor, 1997.