CARTOGRAFIA DO FOGO: UMA EXPERIÊNCIA NO QUILOMBO MATA CAVALO COM A FENOMENOLOGIA DE GASTON BACHELARD
Resumo
A considerar a fenomenologia de Gaston Bachelard, apropriamos da metodologia da Cartografia do Imaginário, para realizar a Cartografia do Fogo, elemento com o qual acendemos a chama de um Processo Formador. Trata-se de Prática Pedagógica num encontro de sinergias com professores, alunos e técnicos da Escola Estadual Tereza Conceição de Arruda e demais moradores da Comunidade Mata Cavalo. O Processo partiu da necessidade de expandir o conceito que interliga, metodologicamente, a relação escola-comunidade, onde se presencia o valor do processo, e não dos resultados. Para tanto, apoiamos no PAEC – Projeto Ambiental Escolar Comunitário com o objetivo de investigar a maneira pela qual a Comunidade Quilombola comunica as mudanças e injustiças climáticas, por meio da arte. Contudo, a Cartografia do Imaginário, a Arte-educação e a Arte-educação-ambiental somam correlata significação metodológica, para que, “na transformação do fogo, na combustão da chama, encontremos a mudança desejada”. Essa investigação se insere num processo de busca, que transcende envolvimento em engajamento para um dedo de prosa, numa roda de conversa, fora da sala de aula, no terreiro do Quilombo. Longe de irmos ao encontro de resultados como um “produto”, fomos ao encontro da “praxiologia”, para aproximarmos de um mundo mais humanizado, mais consonante com a arte-educação-ambiental. Assim, pensamos numa educação transformadora, cujos pensamentos individuais, transcendam numa relação coletiva, algo em plena construção, na tentativa de encontrarmos aprendizagens para a escola, para a família e para a vida.